Toda sexta-feira, até os 10 anos de idade, acompanhava minha mãe ao mercado de Taubaté. Tínhamos duas sacolas com listras coloridas com verduras e frutas da estação, tomávamos água de coco e antes de voltar pra casa comprávamos docinhos caseiros, meus favoritos eram os figos açucarados que ao chegar em casa eram recheados com doce de leite, pura gordice.
Quando morei em Londrina, levei meu pai pra comer um pastel na feira, da Rua Belo Horizonte, o comentário dele foi:¨não é possível, esses japoneses pintam as frutas a noite¨
Apesar de em Buenos Aires não ter feiras ao ar livre, havia muitas quitandas.
Em Curitiba, todos os turistas se encanta com o ótimo mercado municipal, mas como é um pouco distante da minha casa acabo frequentando pouco.
Atualmente minha feira é aos sábados a poucos quarteirões da minha casa, no Passeio Público.
O bacana é que como são os próprios agricultores que vendem, eles te dão dicas de como cozinhar e com o que alimento vai bem. Todas as frutas, verduras e legumes são orgânicos. O preço não é abusivo. Há uma diversidade de alimentos da estação e de verduras que você nem sabia que existiam, antes desta feira eu não conhecia a deliciosa raiz açafrão.
Ok acontecem deslises outro dia trouxe pra casa uma verdura que parecia uma batata salsa grande, mas que tinha uma textura de cenoura que assou demais, não fez nenhum sucesso e como não sabia o nome do tal legume, fui bastante zombada. Além dos alimentos desconhecidos, a feira tem outras coisas estranhas, como: não tem nenhum feirante gritando frases quase folclóricas: moça bonita não paga, mas também não leva; não tem pastel :( e não tem a chepa; não tem nenhum caipira cantando músicas para arrecadar umas moedinhas.
Vamos dizer que essa feira é bem tranqui, ideal pra quem é natureba e procura qualidade de vida. Pra mim tá ótima, mas as vezes vou na feira perto do estádio do Curitiba pra lembrar como era a feira de antes. Se não puder ir no Passeio Público ela passeia pela cidade olha aqui.






















